Não é preciso “engrossar” o mamilo nem esfregar bucha. O que prepara de verdade é entender como a amamentação funciona, saber o que fazer nas primeiras horas e organizar quem vai te apoiar depois do parto.
A fissura quase sempre tem origem na pega ou na flange. Corrigir a causa, cuidar do mamilo e, se a dor impedir a mamada, ordenhar para manter a produção são os passos que protegem a amamentação enquanto a pele cicatriza.
Começar a ordenhar de três a quatro semanas antes da volta, com uma ordenha extra por dia, costuma ser suficiente para formar um estoque de transição. Depois, as ordenhas no trabalho repõem o que o bebê toma em casa.
Pela orientação do Ministério da Saúde para uso em casa, o leite ordenhado dura até 12 horas na geladeira e até 15 dias no congelador ou freezer. Descongelado, deve ser usado em até 12 horas e nunca recongelado.
A flange certa deixa o mamilo deslizar livremente pelo túnel, sem atrito e puxando pouca aréola. Ela costuma ser alguns milímetros maior que o diâmetro do mamilo, medido na base. Dor, marcas e pouco leite são sinais de tamanho errado.
A produção de leite funciona por demanda: quanto mais e melhor a mama é esvaziada, mais leite o corpo produz. Intervalos longos, flange errada, cansaço e mudanças hormonais estão entre as causas mais comuns de queda.
O colostro sai em pequena quantidade porque o estômago do recém-nascido também é pequeno. O que garante a descida do leite é o bebê mamar com frequência, de 8 a 12 vezes por dia, desde as primeiras horas.
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